Depois de uma queda aparatosa na casa de banho e fezes por todo o lado, o meu pai pediu-me hoje para lhe comprar fraldas.... se é que eu entendi... como é possível... fraldas... para o meu pai... e vou, com um nó na garganta satisfazer-lhe o pedido... fraldas...
Há vida em todo o lado
No dia a dia há tanta coisa que nos absorve os sentidos e não prestámos atenção ás coisas mais simples e genuinas que o mundo nos oferece...
sexta-feira, 6 de abril de 2018
segunda-feira, 2 de abril de 2018
Menina do papá
Com 42 anos, sou menina do papá...
Nem conversar conseguimos... não consigo entender o que tens para me dizer...
O pior é que tu sentes isso...
E o teu andar? Todo trôpego... é inacreditável...
O pior é que tu sentes isso...
E o pior é que eu sei que não há volta a dar...
Ver o homem que sempre conheci, ir-se está a matar-me...
Sinto-me afogada em tristeza e incompreensão...
E tu sentes o mesmo...
E o pior ainda estará por vir e eu já estou tão cansada de ver o teu apagar diário...
Estamos numa fase em que é melhor ajudar-te a vestir, ajudar-te a ir à casa de banho, adudar-te a manusear a faca quando comes.
O pior é que tu sentes isso...
E eu sinto que um homem como tu não pode acabar desta forma... tenho em ti o meu pilar, a minha escora... e agora, vou ter de seguir sem ti?
Por isto sinto que com 42 anos sou menina do papá...
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Será?
Hoje estive a "dar uma voltinha" pelo blogue. Como escrevia, como descrevia o que ia acontecendo... Acabei por ler alguns posts e comentários que me foram feitos na altura.
Fiz apenas observação.
Nada de julgamentos.
Sorri ao ler os comentários de um anónimo. Era o meu pai. No tempo em que era um homem ocupado, de vez em quando me respondia. Sempre gostei de ler o que ele me escrevia. E agora? Será que isso não vai voltar?
Senti saudades.
Será que o tumor cerebral não o vai deixar escrever mais daquela forma? Será? Fosse só essa a dúvida que me atormenta... mas será que tudo acaba?
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
Mudam-se as vontades...
Hoje é 6a feira. Voltei a sentir um disparosinho de alegria no peito só pelo facto de ser 6a feira e já á tarde... Relembrei que à 6a feira, depois de me casar, costumava levar flores frescas para casa. Anciava o momento de as colocar na água, como que estivesse a dar de beber a alguém sedento. Era como se o fim de semana fosse um presente e é... é uma dádiva para termos momentos sem obrigações, com quem nos sentimos bem, sem filtros.
Aos poucos deixei de o fazer. O encerramento da florista por baixo do meu trabalho contribui para isso mas não deveria ser razão, se era algo que me trazia tanto significado... De longe a longe lembro-me e faço-o, mas é de longe a longe...
Já que gosto tanto de ditados, este aplica-se :"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades..."
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
14 Novembro 2017 - O dia do soco no estômago
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
Durante 4 anos...
Achava eu que em 2013 era o regresso...
Achava eu que tinha passado muito tempo sem escrever... e num instantinho passaram mais de 4 anos...
O que aconteceu nestes 4 anos...
Muita coisa...
Em Setembro de 2013 fui morar para casa deixada pelos meus avós paternos... de uma brincadeira, da montagem de uma piscina, surge a ideia de fazer um balneário para os miúdos. De um balneário até casa-campismo e de casa-campismo até residência oficial, vão estes 4 anos...
A Ana entra então para a escola primária e o Pedro continua no seu jardim de infância. E nestes 4 anos a Ana já entrou para o ciclo e o Pedro está no 3°ano...
A Ana continua no ballett (grau 4) e o Pedro pratica futebol no Gondomar...
A vida vai correndo até que o falecimento repentino da minha avó, em Dezembro 2014, muda um pouco as coisas. Muda-me a mim e a todos mas sobretudo à minha mãe... episódios de ansiedade... nervosismo... a mim só a tristeza da perda que ainda está cá 4 anos depois...
Ganhamos o Obelix e o Big. O Duke e a Beky lá andam. Em 2015 perdemos repentinamente o Romeu. A Julieta lá continua a acordar-me todas as madrugadas. Perdemos o Madeixas de velhinho...
A vida continua no seu ritmo... em 2016 adoptamos o Freddy... raça de cabanas para não dizer outra coisa...
Em 2016 o meu pai fez um cateterismo depois de uma prova de esforço não bem sucedida.
Pelo caminho fiz 40 anos e cheguei á conclusão que, na melhor das hipóteses, metadeda minha vida já passou... comecei a fazer caminhadas, trails, ioga e meditação... tatuei-me pela primeira vez...
E a vida foi andando até o meu sogro se desorientar e foi para Espanha. A angústia durou cerca de 4 dias e depois foi para um lar de idosos. Felizmente adaptou-se bem.
E a vida foi andando até o "soco no estômago" de 14 de Novembro...
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Regresso
Como é possível ter ficado mais de um ano sem escrever... é que nem sequer foi um ano de estagnação, pelo contrário...
Precisamente há um ano, modificações no trabalho fizeram com que entrasse num ritmo alucinante e que parecia que mais nada existia... nem me lembrava das minhas necessidades basicas como comer e ir a casa de banho... estava tão envolvida...
E foi aí que se deu a entrada na minha vida, depois de muita leitura, de terapias alternativas e de fazer algo por mim e consequentemente por quem vive comigo...
Hoje sinto-me diferente: a valorizar o que deve ser valorizado, a deixar caír o que deve ser deixado caír, a dizer não quando tem que ser...
Ainda não estou no ponto que quero alcançar mas sinto que me estou a aproximar e que as diferenças entre a forma como encarava certas coisas há um ano atrás e hoje já são notórias...
Obrigado Reiki e obrigado Yoga ♡