sábado, 13 de novembro de 2010

Sem motivo

Sem motivo que justifique, me sinto eu novamente desanimada, desmotivada, desligada...
Porquê estas recaídas?
Porquê este cansaço?
Porquê esta desmotivação?
Tudo o que tenho para fazer, que não é pouco, pesa-me toneladas...
E pensar que este blog se chama "Há vida por todo o lado"... minha autoria...
Olho á minha volta e não vejo ninguém assim...

http://www.youtube.com/watch?v=NBvsiX6mY-I

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A primeira musica

E com uma vozinha meiguinha fomos surpreendidos por esta melodia aprendida no jardim de infância...

Eu sou um castanheiro
alto, alto, alto
tu és pequenino
não chegas lá ao alto

Quando fores grande
será que vais dizer
olha que as castanhas
são boas para comer, são boas para comer

Eu sou uma castanha
redonda, redondinha
quando alguém me apanha
mete-me á boquinha, mete-me á boquinha!

Eu sou um ouriço
pico, pico, pico
quando alguém me apanha
solto logo um grito, solto logo um grito!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O que Deus uniu, não o separe o Homem ...

Na véspera estivemos naquela que viria ser a nossa casa, o nosso lar. Deixámos lá as alianças que usámos durante o namoro e fechámos a porta. Sabíamos que a próxima vez que lá entrássemos seria como marido e mulher...

Do jantar em casa dos meus pais, pouco me lembro. Só sei que a comida tinha dificuldade em passar na garganta e que não queria olhar para o rosto dos meus pais nem para a minha cadelinha (de seu nome Boneca oferecida pelos meus pais quando eu tinha 15 anos). Para "salvar" as emoções, toca o telefone e era a Dª Cândida, a florista, para ir lá buscar as flores para o dia seguinte. Lá fui e o Ricardo veio ter comigo. Dei-lhe a tulipa branca que ele iria colocar na lapela do casaco. Fomos ainda ultimar uns assuntos com o coro da capela de Aguiar que nos iria acompanhar com cânticos já previamente definidos. Quando cheguei a casa, só quiz dormir o que aconteceu rápido.

Chega o dia D...
O dia do culminar de todos os sentimentos...

O dia amanheceu muito chuvoso. Levantei.me cedo para ir ao cabeleireiro. Cheguei a casa  e num ápice vesti-me com a ajuda da minha mãe. Chega o fotógrafo com o padrinho, o grande amigo Carlos e depois de umas fotos e filmagem, lá saí de casa  de braço dado com os meus pais ...

 para não voltar a viver naquela casa...

Nem olhei para o lado... nem para trás...
Ás 11 horas cheguei ao Mosteiro de Leça do  Balio e ainda vi o Ricardo a descer os degraus, a entrar de braço dado com a mãe. Eu entrei pelo braço do meu pai. Parei quando vi o meu sogro e dei-lhe um beijo e fiz o mesmo com a minha sogra. Ao som da marcha nupcial, cheguei ao seu lado esquerdo. A cerimónia decorreu na presença de familiares e amigos de ambas as partes.
O copo de água foi no Celeiro dos Cónegos onde fomos recebidos e servidos pelo chefe Paiva. Correu tudo bem, como planeado.
Á noite fomos para nossa casa no carro dos padrinhos.

Foi tudo muito especial, mágico, intenso. O sentimento era de plenitude, paz, felicidade por tudo ter corrido como queríamos.

Ainda hoje recordo a frescura da manhã seguinte. Essa frescura especial, sinto-a todos os anos mal começa Setembro.

E foi assim o dia que começámos a nossa vida em comum.
Á data que escrevo já deu dois frutos maravilhosos: A Ana de 3 anos e 8 meses e o Pedro de 9 meses.

Oito anos depois digo que voltaria a repetir tudo sem alterar absolutamente nada...

Oito anos depois, amo muito o meu marido e renovo os votos: " na alegria e na tristeza; na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida..."

sábado, 18 de setembro de 2010

O dia do nascimento do Pedro

Era uma sexta feira e o dia amanheceu. Tinha consulta marcada no obstetra para ver o estado do Pedro e para ele dar uma "ajudinha". O Pedro não estava em muito boas condições há uns dias: placenta envelhecida, pouco liquido amniótico...

Saímos de casa em direcção à avó Nanda para deixar a Ana. Fizemos a consulta e no final o Dr Couceiro diz-me: "dentro de 24 horas deve sair cá para fora".

Fomos comprar um bolo-rei e almoçámos coelho assado em nossa casa. Eu estava bem mas pelo sim pelo não pedi á minha mãe que viesse passar a tarde comigo a minha casa. Esteve tudo bem até á hora do lanche e fui á casa  de banho. Aí de repente começo a ter contracções de 4 em 4 minutos! Assim! Sem deixar duvidas! Eu respirava e a minha mãe olhava para mim com os olhos arregalados como quem diz: ela só pode estar enganada! Tão rápido!

Nesse momento a avó Nanda  que estava a cuidar da Ana, telefonou e perguntou: então como estão as coisas por aí, Dª Rosa? Ao que a minha mãe respondeu: estamos a ir para o Hospital! Eu já tinha ligado ao papá a dizer que não estava bem mas não referi que era de 4 em 4 minutos.

Eu sabia que ao primeiro toque meu... ele viria a correr...

Fomos em hora de ponta para o Hospital de S. João e quando chegamos lá eu já estava mais encolhida. Fui observada pelo médico que disse: 8 dedos de dilataçãããão! Vai já entrar! Foram chamar o papá que ficou ali do meu lado. Entre epidurais, toque e retoques o papá preferiu sair da sala.

Uááááááááááá´!!!

O Pedro nasceu com as mãos na cara mas correu tudo bem. O papá entrou e depois de um problemazito de respiração do pequenito resolvido agarrou-se ao peito e mamou ainda mais uns mililitros de suplemento.

A avó Rosa estava lá e o avô Pinto desta vez portou-se á altura; a avó Nanda não esteve lá porque estava cuidar da minha princesa. Eu nem podia ouvir o nome dela que me desmanchava logo.

Foi toda a gente embora e nós fomos para uma enfermaria no 8º piso onde havia mais mães e bebés.
A noite correu bem apenas o mamar de 3 em 3 horas cronometradas pelo pequenito e a muda da fralda a cada vez. Chorara parecia uma gato cada vez que o mudava e acordava os outros. Adormeci exausta e pensava no Pedro mas muito na Ana. Estava preocupada com ela.

A 27 de Novembro de 2009 ás 22:02 renovo os votos de mãe.

O dia do nascimento da Ana

Era uma terça feira e o dia nasceu .O papá não se levantava para ir trabalhar... Virei-me para ele e perguntei: então não vais trabalhar? O meu tom mudou de pergunta a afirmação nesse instante quando sinto a bolsa das águas a rebentar. Senti um nervoso miudinho do tipo: chegou a hora!!!

Fui tomar banho, pequeno almoço porque pensei: primeiro filho isto pode durar horas! Vamos lá! Pegamos no saco e arrancámos em direcção ao Hospital Pedro Hispano onde já estava á minha espera  a enfermeira Helena (uma grande amiga que me fez o curso de preparação para o parto).
Entre toques e retoques de uma médica não muito simpática e de uma equipa de parteiras espectaculares, epidural e afins começa a chegar o momento. Chega uma parteira ao pé de mim e diz-me: Vamos lá minha filha que antes do almoço a tua bebé já está cá fora! O Quê??? Hora de almoço??? Deve ser engano!!!Tão rápido???
E assim foi. O papá estava ao meu lado mas a Ana não estava em boa posição. Eu não estava concentrada a colaborar porque não tinha ficado bem estabelecido se o papá ia estar lá ou não. Vi que ele não saía dali e não me concentrava. As parteiras pediram-lhe que saísse. Não imagino sequer o que ele estaria a sentir naquele corredor... até que Uaaaaááááááááá´!!!!!!!!

Puseram-ma em cima de mim de o rabo virado para mim que me fez lembrar um coelhinho. A minha primeira atitude foi segurar uma mão da parteira Nazaré e dizer-lhe: obrigada pelo que fez por mim!
Depois olhei para o rosto dela: tão bonita, perfeitinha, a chorar. Não sabia mamar (não tinha reflexos de sucção). Passado umas horas fomos para um quarto só para nós com televisão e tudo.

A avó Nanda esteve lá desde de manhã; a avó Rosa chegou entretanto, o avô Manuel e a Rosa também lá foram; o tio Pedro também e o papá num entra e sai mas sempre do nosso lado. O avô Pinto é que ... enfim...
O papá comprou uma bonequinha que cada vez que olho para ela simboliza este dia tão mágico. Recebi um ramo de tulipas da avó Nanda e uma Orquídea do avô Manuel e a Ana um bouquet de rosinhas da avó Nanda.
Chegou as 20:00. O segurança cumpriu a sua função de retirar as visitas do quarto. Aí doeu... se o papá chegasse ao fundo do corredor e voltasse para trás via a mamã banhada em lágrimas, a soluçar sem explicação.

Chegou a noite. Fiquei eu e ela.

Tirei-lhe uma fotografia que guardo como uma relíquia que é. Ela serena a começar a vida dela cá fora; eu olhava para ela e sentia-me assustada e com medo de não saber cuidar dela. Vi um episódio da série "Donas de casa desesperadas" e exausta, adormeci. A noite correu bem apenas o meu telemóvel despertava de 3 em 3 horas para tentar alimentá-la .

No dia 9 de Janeiro 2007 ás 13:08 tornei-me mãe.

O primeiro dia de escola da Ana

Só de pensar nesta frase ficava esgaziada... Os dias foram passando e chegou o 15 de Setembro de 2010 ás 9 horas...
Eu e o pai não fomos trabalhar para acompanhar a filhota nesse dia.
Ao toque do despertador, levantei-me, arranjei-me e eis que chega o momento de ir acordar a bela (ainda) adormecida...
Acordei-a, preparei-a e lá saímos os quatro de casa. Passámos a casa da avó Rosa para deixar o Pedro e buscar a batinha aos quadradinhos amarelos... Chegados á porta da escola, há que largar a mão que ia dada e deixá-la lá ... Dei-lhe um beijinho dizendo que vinha já e o pai fez igual.
Saímos de lá com um aperto e uma ansiedade que aquelas 3 horas passassem rápido. Andamos a inventar que fazer até que chegamos lá mais cedo cerca de meia hora e ouvimos as crianças  no recreio exterior e  espreitamos...  vimos a Ana a empurrar outras crianças no baloiço e parecia-nos que estava bem.
Chegou a hora de irmos buscar e quando chegámos lá dentro, ela olha para nós e diz-nos com aquele ar que só ela sabe: ó mãe deixa-me brincar mais um bocadinho!
Fiquei boquiaberta mas muito feliz. Saiu-me um peso de cima que só de pensar já suspiro!
Fomos almoçar pela 1ª vez ao Mc Donalds e levá-mo-la pela 1ª vez ao cinema ver o Shreck para tornar este dia num dia especial.
Á saída do cinema disse-me que gostou muito do filme mas que gostou mais da escolinha. (O quê ???)
O que é que eu preciso mais para ser feliz?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Cem anos que dure...

Cem anos que eu dure vou sempre recordar...
Andava eu adormecida na minha vida morna que ia arrefecendo mais um pouco a cada dia que passava...
Estávamos em Março de 1995 e ouvi dizer que íamos almoçar com uns amigos do meu pai ao restaurante Freitas ao pé da barragem Crestuma/Lever. Contrariando os planos que tinha para esse dia de domingo, lá esperei por esses ditos amigos que eu não conhecia de lado algum...
Até que chegaram os ilustres convidados. Eu estava ao cimo das escadas  vestida e penteada como calhou pois estava mais contrariada que sei lá o quê. Não me esforcei minimamente. Queria ter conseguido ver-me livre de fazer sala mas como não consegui, mostrei o meu desagrado não me arranjando sequer.
Estava então eu no cimo das escadas quando ouvi barulho de carros a parar á porta e saem do carro um casal e dois filhos. Entram no portão e começam a subir as escadas em minha direcção. Recordo o filho mais velho a subir as escadas: nunca tinha visto nada igual. Devo ter ficado sem ouvir, respirar e sem batida no coração. Tudo parou á minha volta: apenas aquela miragem subia em câmara lenta em minha direcção. não o senti a aproximar-se e acordei já com ele a inclinar-se perante mim para me cumprimentar. Aí senti o perfume dele e o picar de uma barba fofa. Começava a vir a mim de novo.
Mostrou-se a casa e fomos então almoçar e ele ficou sentado ao pé de mim. Se a sua imagem me deslumbrou, a sua conversa e a sua postura me enfeitiçaram.
De tarde fui com os dois irmãos mostrar-lhes Gondomar ( Monte Crasto é o cartão de visita) e já começaram a surgir umas trocas de palavras meio inocentes meio não inocentes. Fomos tomar café no Que de Noite bar e fomos até casa dos meus pais. Emprestei uns livros ao mais novo sempre de olho no mais velho. Eu não queria que aquela tarde terminasse nunca mas as horas voaram tão rápido...
Trocámos números de telefone fixo e fui levar os dois irmãos á entrada da estrada da marginal para talvez nunca mais o voltar a ver.
Aí senti que o beijo de despedida foi mais encostado  que o da hora de almoço e eu vim para casa  completamente inebriada e a pensar no que me acabava de acontecer:
Tinha-me apaixonado á primeira vista. Nunca tinha sentido nada igual.
Ele era o tal: Tinha que ser.

Cem anos que eu dure, recordar-me-ei da visão de quando o vi pela primeira vez
Cem anos que eu dure, sinto o roçar da barba e o beijo daquela despedida
Cem anos que eu dure, o amarei para sempre.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A minha mãe

Nasce a 24 de Outubro de 1955 no seio de uma família humilde. De pele clara e de olhos de cor indefinida:  nem castanhos, nem verdes. Covinhas na cara quando sorri. Uma força da natureza.

Devido a problemas de saúde de sua mãe, torna-se uma dona de casa em miniatura : tratava da casa, do pai e da irmã como uma adulta. Escolaridade até á 6ª classe, altura em que se dedica a aprender costura.
Conhece o meu pai num passeio de dois dias a Fátima...
Após um namoro á distância, quase só por carta, o casa-se a 1 de Setembro de 1973,  ainda sem ter completado 18 anos de idade.

Com o casamento, acontece a saída do ninho para França sem conhecer uma palavra de francês, para um mundo desconhecido. Desenrascou-se mais uma vez e sem dar moleza, mostrando a sua força de carácter.

Em 1975 torna-se mãe e faz trabalhos domésticos em casa de algumas pessoas. Em 1983 regressa á terra Natal e mantém-se á frente de um negócio próprio até 2001, altura em que vem para casa. Sem pedir ajuda para nada diz muitas vezes:  nunca peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu.
Aguenta firme todas as tempestades que a sua vida tem enfrentado.
Muito frontal e muito pragmática. Para ela não vale a pena chorar sobre leite derramado. É uma mulher que se é para fazer, arregaça as mangas e já devia estar. Faz parte de si alguma timidez ao primeiro contacto. Possui um sexto sentido apurado para certas pessoas e situações. É defensiva. Tem uma forma muito própria de lidar com as situações. Tem um coração enorme que se desmancha todo se devidamente tocado.
A minha mãe é como uma guitarra: não é qualquer que a agarra e faz vibrar...

É assim a minha mãe...


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Depressão pós- parto? Já era...

Ontem fui ao médico que me acompanhou numa depressão pós-parto. Recorri a ele em Março deste ano porque depois do nascimento do meu Pedro voltei a desligar os fusíveis. Nada de novo. Já do nascimento da minha Ana me senti muito mal mas não admiti que precisava de ajuda.

Logo após a fecundação, o corpo da mulher sofre alterações profundas para gerar, nutrir e proteger o novo ser que se está a formar. O momento do parto, em termos de hormonas, dispensa qualquer descrição. Não me admira que depois disto tudo hajam mulheres que descompensem.

Eu fui uma delas.

Após o nascimento da Ana, "bati de frente" com a amamentação. Doía-me, gretei, chorei, neguei-me, enfim: passou a ser um martírio cada vez que se aproximava a hora de amamentar. Entrei em conflito comigo própria e num sentimento de culpa de que ainda hoje me ressinto. Ao fim de 15 dias comprei uma bomba extractora e ao fim de um mês já não amamentava, já não tinha leite.

Avariei.

Nunca tinha trocado uma fralda, dado um banho, um biberão a um bebé e a partir daquele 9 de Janeiro tinha tudo isso a meu encargo. Sentia-me angustiada quando se aproximava a noite....
Os meses foram passando e fui trabalhar. Essa primeira manhã de trabalho...chorei tantas vezes quantas vezes respirei. Já ao sair de manhã nesse dia 9 de Maio, olhar para ela a dormir na cama sem lhe poder explicar que dali para a frente tudo iria mudar, sai a chorar. A tarde passou melhor e chega a hora de a ir buscar a casa da avó Nanda. Quando lá cheguei e olhei para ela: aquele corpo, meio desnudado a brincar deitada em cima da mesa da sala como se nada fosse...chorei até soluçar. Depois deste dia fui ficando mais forte. Senti-me uma mulher inteira outra vez. Os meses foram passando e acontece a planeada gravidez do Pedro.

Novamente o corpo recomeça o seu trabalho. Novamente o parto e novamente a amamentação.

 No segundo dia depois do Pedro ter nascido, tomei a decisão de fazer a medicação para inibir a produção de leite. Já me ressentia fisicamente e já tinha visto esse filme antes. Sobretudo tinha que estar bem para quando chegasse a casa não fazer sofrer a Ana, numa altura já de si frágil. Já me sentia desequilibrada.

Tomei a decisão.

Ao tomar o primeiro comprimido senti-me a pior mãe do mundo. Tudo o que senti com a Ana, senti-o novamente. Hoje reconheço que foi a melhor atitude. Tentei com a Ana. Tentei com o Pedro. Não fui capaz. Senti-me uma falhada, um mimalha, menos mulher: e se não tivesse dinheiro para comprar leite de fórmula, não teria que suportar aquilo? Eu não fui capaz de fazer aquele sacrifício tratando-se de um filho? Que mãe era eu?

 Descarrilei outra vez.

Desta vez procurei ajuda médica. Estava de rastos. Não tratava de mim, só queria dormir, que alguém me ficasse com os miúdos, não saía de casa e ficava com o olhar vazio, parado, á espera não sei de quê. Todos os dias, invariavelmente, me martirizava que não era aquela mãe que queria ser para os meus filhos.
Fiz um tratamento e aos poucos fui melhorando. As minhas tarefas deixaram de ser tão penosas para mim. Fiz algumas coisas que queria fazer mas que não tinha tido coragem; fui-me sentindo mais liberta, mais viva. Também ajudou ter começado a trabalhar. Desta vez não foi penoso porque farta de estar em casa estava eu.
Ontem o médico deu-me alta da depressão pós-parto e fez-me sentir que em vez de eu achar que sou eu que estou a pensar mal, a agir mal e "beber" as opiniões dos outros porque essas é que são boas...que tal pensar por mim própria porque afinal a minha opinião sobre um dado assunto é TÃO válida quanto a de outra pessoa. Não é melhor nem pior, é a MINHA! Construída pela minha cabeça tendo por base aquilo que sou. Seguir os meus impulsos. O primeiro impulso é sempre o mais puro, o mais verdadeiro. Para quê esperar a opinião dos outros antes de agir?
É assim que vejo as coisa hoje.

Nunca pensei aos 34 anos, depois de ter dado á luz duas crianças perfeitas, ter-me enfiado num barco: acalmia - tempestade - acalmia - tempestade - ... Felizmente tinha um colete e penso que me salvei em relação aos meus filhos.

Agora falta remar em direcção ao papá..
Sem ele nada faz sentido: a minha vida, os meus filhos. Somos um todo.
Preciso dele para mim. Há aqui um véu que vai ser retirado porque eu quero e amo muito aquele homem. O meu marido, o meu confidente, o meu amor, o nosso papá...
Esse véu já me tapou toda. Tapou tudo á minha volta. Já me descobri, descobri os meus filhos agora é a vez da minha outra metade... Vamos a isso!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Nostalgia do fim das férias...

Sabor amargo este do fim das férias... Esta disponibilidade de estar com os filhos a toda a hora, a ouvir todos os seus comentários e a minha Ana está uma tagarela! O meu Pedro no inicio das férias tinha 2 dentinhos e agora tem mais 4 a despontar!
Isto é que é acompanhar a evolução dos rebentos...
Não quero dizer que no dia a dia não os acompanhe mas não é a mesma coisa... Há tantos compromissos a preencher-nos a cabeça que no final do dia só pensamos em repor energias para o dia seguinte...
Ontem estive na praia até as 20H30. Já estava o sol bem longe e eu antecipei que para a semana já trabalhei, já os fui buscar, já cheguei a casa, já... já...já... Não é a mesma coisa que estar na praia, não, não é...
E descomprimir demora algum tempo mas para comprimir é a cem á hora...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Férias em família...

Férias em família... A principio fiquei apreensiva acerca de como iriam correr as férias desta feita acompanhada pelo meu marido, os meus 2 filhos, pelos meus pais e a minha sogra... Com o calor á mistura, parecia-me uma mistura explosiva porque cada um tem a sua forma de estar e de viver sobretudo em férias. As férias vão a mais de metade e tem tudo corrido bem. É sem duvida uma mistura mas não é explosiva de maneira nenhuma.

Ontem estive na praia com o meu marido e a minha princesa. A água do mar estava divina e foi muito boa a partilha que tive com ela. Igualmente gratificante foi ter chegado ao areal e o meu marido dizer-me que somos a vida dele...
 No meio deste momento de felicidade lembrei-me que dentro de uma semana já a rotina do trabalho se instalou e lembrei-me também que um amigo que conheço desde que nasci esteve a fazer uma biopsia e lembrei-me de todos aqueles que estariam a sofrer, a morrer e que não estavam a viver um momento bom como aquele e fiquei a levitar a fumar um cigarro e prometi que depois daquele cigarro viraria a página para onde a minha cabeça me levou...

Recomendo férias em família uma vezinha por ano para se reencontrarem os membros mais queridos e próximas porque afinal só se vive uma vez e fazemos parte da vida uns dos outros...
Difícil é ...arranjar tempo para namorar ... mas não se pode ter tudo...

sábado, 7 de agosto de 2010

Um bocadinho de mim...

Estávamos em 1975 e os meus pais emigrados em França daí que eu nasci lá a 13 de Dezembro. Era sábado. Estava a minha mãe a lavar os cortinados na banheira quando eu resolvi "bater á porta". O meu pai estava a trabalhar num restauro de um barco. Estava previsto nascer a 17 de Dezembro de cesariana mas achei que 13 era o dia ideal. A minha mãe foi chamar um vizinho também português que vivia no 3º andar do prédio. Ele levou-a á Clínica do parque dos Príncipes e foi avisar e buscar o meu pai. Ás 13h30 abro pela primeira vez os olhos.
 Estive em França até Julho de 1983. Tive todas as doenças e mais algumas que seriam desejáveis para uma criança, preguei os sustos que todas as crianças e os meus pais aguentaram tudo sozinhos, sem ajudas, sem reclamar, com uma dedicação e um espírito de sacrifício que hoje em dia já não se encontra facilmente.
Ingresso os meus estudos na 2ª classe e continuo por aí fora até me formar em Química na Faculdade de Ciências do Porto. Os meus pais abrem uma loja de venda de discos - Discoteca Nathalie - nome sugerido pelo meu Avô Moreira e cresço sempre com a musica por perto.
Olho para trás e é isto que fica: onde nasci e a vida que naquela altura os meus pais tiveram sem telefone, telemóvel e Internet. E eram felizes, unidos e ainda hoje há coisas que ainda doem quando se falam, nomeadamente na palavra SAUDADE. Os meus pais dizem que deram o verdadeiro valor ao significado da palavra saudade e o quanto é vulgarizado hoje em dia. E todas as comodidades que estão  ao nosso dispor, não simplificam:  complicam as relações entre as pessoas, não as aproxima. Pelo contrário: afastam, controlam, tiram liberdade...

sábado, 31 de julho de 2010

Testemunhos do passado...


Decidi há uns dias tornar este blog uma página para deixar aos meus filhos quando eu partir.
Aqui eles encontrarão testemunhos dos mais variados para que eles não saibam só por outros mas sim, sintam como era a mamã, como escrevia a mamã... Sim, estou com medo de partir precocemente...


Não é um sentimento agradável, que valha a pena ter ,mas todos nós de uma forma ou de outra já passámos por uma fase destas (sobretudo de pois de se ter filhos). 

Comecei ontem a  construir a árvore genealógica da minha família também a pensar nos meus príncipes...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Too late...


Tarde demais...
É triste dizer-se tarde demais...

Há uma situação para a qual não há mesmo tempo para se dizer nem fazer mais nada...

Ontem chegou a vez da avó Miquinhas...

domingo, 25 de julho de 2010

Dias especiais II - Missa da Benção das Pastas

A porta de entrada na Faculdade é estreita mas a de saída é ainda mais estreita... Comigo assim foi. Não foi fácil...Aprendi muito...Cresci... Fiz amigos... Passei pela porta de  saída com o meu objectivo cumprido - Formei-me...
Chega o dia 6 de Maio de 2001 - dia da Missa da Bênção das Pastas - dedicada aos estudantes finalistas e nesse ano foi no Estádio da Maia. Fui com a minha mãe, o meu agora marido e  a minha agora sogra.
Foi esmagador toda aquela massa estudantil com os braços levantados a abanar a capa com as fitas colocadas e já escritas com mensagens de cortar a respiração. Eu era só um pontinho daquela imensidão de gente. Chorei durante toda a celebração. A minha mãe do outro lado do estádio também. Era só uma mãe no meio daquelas centenas de mães. Não me lembro de uma palavra proferida pelo padre. Estava com a cabeça naquele cenário. Fiquei com uma dor de cabeça brutal e com os olhos inchados. No fim quando alcancei a minha mãe dei-lhe um abraço e disse-lhe: valeu a pena viver até hoje para te oferecer este dia - Feliz Dia da Mãe!
Foi a primeira vez que nesse dia não comprei nada para oferecer á minha mãe mas não foi preciso e ela nem se deve ter lembrado.
Guardo a tristeza do  meu pai não ter estado presente. Não consigo perceber porquê mas talvez seja  por receio de se emocionar. Perdi eu mas sobretudo perdeu ele que não esteve lá fisicamente... esteve apenas no meu pensamento...

Dias especiais I - Entrada para a Faculdade

Era Setembro de 1994. Estava em casa quando o telefone toa e chega a notícia: Natália entraste em Química na Faculdade de Ciências no Porto!!!! Aquelas palavras ficaram a ecoar na minha cabeça uns minutos e o coração disparou. Partilhei com a minha mãe e liguei ao meu pai que andava algures na estrada e disse-lhe: paizinho entrei na Universidade estatal no Porto!!! E um banho de lágrima de felicidade nos inundou aos dois...
Era a primeira da família a entrar para a Universidade estatal e no Porto!!! O significado que essa notícia teve...O orgulho que os meus pais sentiram... Não acreditavam até esse dia chegar... E esse dia chegou...

Citroen AX 1.1 TRE

Era lindo. Era meu. Foi-me oferecido pelos meus pais quando entrei para a faculdade. Era dia sábado 3 de Dezembro de 1994 quando o meu pai, com um tom de voz grave, entrou em casa e perguntou á minha mãe: A Tali está? E chamou: Tali? anda á garagem! Eu tinha acabado de chegar de ter saído com um carro dos deles e pensei: fiz asneira. O percurso até á garagem fi-lo com a cabeça a mil. Chego lá e estava um carro diferente na garagem. O meu pai apontou para ele e anuncia : É teu!!! Fiquei parada, com um rubor na face... entrei nele a medo. Cheirava a novo. Tinha 1 ano. Fui,trémula e incrédula, dar uma voltinha com o meu pai. Apaixonei-me e continuo apaixonada embora já não o tenha.
Longe de ser um meio de locomoção, era o meu companheiro e confidente. Tive alguns acidentes, esmurradelas, fazia dele um 4x4, mandei-o de traseira contra uma árvore mas adorava-o.
Lavava-o com regularidade a ouvir a Rádio Cidade. Até um melro que tínhamos aprendeu o som do sinal horário dessa rádio e traulitava-o vezes sem conta.
Ia comigo para todo o lado.
Recordo uma viagem até Benidorm que fiz com o Ricardo. Algures a chegar a Viana do castelo, partiu-se a "bicha" do conta-quilómetros. Fizemos a viagem sem saber a que velocidade íamos, quando quilómetros percorridos e com o ponteiro da gasolina aos saltos. Foi um stress mas chegámos lá. Não tinha ar condicionado pelo que essa viagem porto- benidorm foi um suplício. Hoje sorrio com nostalgia a relembrar. A matricula 01-87-CX, o mês de pagar o seguro ainda estão presentes. Não queria sequer pensar em comprar outro. Dizia o Ricardo que ia fazer dele um galinheiro mas não teve tempo. A única coisa que não fiz e que deveria ter feito era em vez de ir no carro do meu pai, devia ter sido ele o carro que me transportou para a Igreja no dia do meu casamento. Ainda cheguei a pensar nisso mas deixei que outros valores estéticos falassem mais alto. Mas era o carro que me identificava, sem dúvida.
Ele ia fazer 15 anos em Novembro de 2008. Eu dizia que lhe ia colar umas letras douraras a dizer special edition mas 5 dias antes de Novembro (27 Outubro uma 2ª feira chuvosa) tive um acidente. Fiquei entalada entre 2 carros e o AX não se salvou. 15 dias antes tinha sido pintado porque já tinha a pintura sem brilho em certos sítios.
Estava lindo...
E num instante ... foi-se... para sempre ... o meu companheiro de tantos quilómetros...
Não tenho duvidas que foi junto com ele uma parte de mim...

domingo, 11 de julho de 2010

Não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe...

Que raio de sentimento é este que me persegue? Apenas as minhas funções vitais funcionam... nada mais.... O coração também bate e acrescido a isto também tenho sono... muito sono...passava o dia a dormir se pudesse... Não há nada que faça ou que pense em fazer que não me pese toneladas...
Ninguém anda sempre na crista da onda, eu sei, mas cada vez que me sinto assim morta-viva sinto-me mal e não queria que ninguém me visse assim. Não quero a pena de ninguém, não quero o olhar complacente de ninguém, não quero que a minha filha me pergunte se estou triste, não quero que amanhã me perguntem se estou melhor, não quero, não quero, não quero...
Chego á conclusão que não sei o que quero... que tenho mais do que sempre quis ... que não me faltam razões para ser feliz mas então porque raio me sinto vazia e com a cabeça a rebentar? Pergunto-me montes de vezes se serei bipolar...
Porquê este contentamento descontente? Estou farta destes estados... são demasiado recorrentes...
E o nome deste blog é há vida em todo o lado...
Vou dormir...a ver se amanhã é mesmo um novo dia... e se hoje foi apenas um dia mau...

sábado, 10 de julho de 2010

Metamorfose

No rescaldo da minha segunda licença de maternidade, há sem duvida uma necessidade de metamorfose...
Desde 2006 que o meu corpo se foi transformando, pela mão da natureza, para gerar da melhor forma possível os meus dois filhos. E conseguiu. Conseguiu: célula após célula, divisão após divisão, diferenciação após diferenciação gerar dois seres humanos perfeitos...
Mesmo não passando por esta experiência, qualquer comum mortal entende que durante uma gestação, o corpo da mulher se doa ás necessidades deste novo ser.
A vida depois é diferente. Não imaginamos a nossa vida sem eles... A rebentar de cansaço mas não imaginamos a nossa vida sem eles; A rebentar de orgulho , a querer dez minutos de silêncio, sem calcar brinquedos e apanhar chupetas do chão mas não imaginamos a nossa vida sem eles...
E a mulher anterior: o que é feito dela? E o marido: o que é feito dele? Não estou a falar da mãe e do pai: esses estão lá sempre atentos mas ... e o casal de namorados onde foi? E a ruguinha que se instalou e o cabelo branco a aparecer? E olhar um para o outro e conseguir recuar 15 anos? Está tão perto no tempo... mas parece tão acessivelmente longe...
Precisam ambos de dar as mãos e continuar a percorrer o caminho que foram desenhando e voltar a reencontrarem-se agora muito mais completos.
Vamos voar...
De mãos dadas...
Para o cume da nossa montanha...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Encontros, desencontros e reencontros...

A vida é feita de tudo um pouco...
As pessoas encontram-se, desencontram-se e reencontram-se...
Reencontrar-mo-nos com outras pessoas é importante, é intenso, é reparador... mas reencontrar-mo-nos com nós próprios é a base de tudo, é nascer de novo para uma vida que sempre vale a pena...
Seguir as nossas vontades, os nossos impulsos, os nossos ideais é libertador, é como que um lifting desde que não seja origem de desencontros com aqueles que amamos de verdade e que queremos que estejam sempre ao nosso lado...
Aqui entra a liberdade: ter liberdade para viver a vida sem medos, sem repressões, sem julgamentos é ideal mas utópico. Há sempre uma situação que nos contraria e que nos impede de sermos totalmente livres. Cada pessoa tem a sua própria esfera porém permeável. Há que fazer o melhor uso do nosso "eu" enquanto seres sociáveis e permitir a entrada na nossa esfera daquilo que realmente é importante...

domingo, 27 de junho de 2010

Principezinho


Faz hoje 7 meses, à hora desta publicação, ainda não tinha nascido aquele a que chamo o meu principezinho... Recordo este dia com muita ternura e a cada dia que passa, renovo os meus sentimentos por vezes escondidos de cansaço... puramente físico...

Mesmo ainda não sabendo ler, já lhe comprei este livro. O primeiro de muitos, assim tenciono educá-lo na leitura. É Para ti, Pedro.

Amo-te meu principezinho...

Não vale a pena...

Não vale a pena cheira a desistência... Desistência de alguém, de fazer, de sentir, de actos, de decidir, etc...
Mas o não valer a pena já é por si só uma decisão que se tomou com base em razões mais ou menos válidas...
Desistir é vontade de não tentar de novo ou prosseguir...
Não será o sentimento de desistir, a longo prazo, mais frustrante do que a persistência de ter tentado vezes sem conta?

E que tal fazermos com que tudo sempre valha a pena e não ficar com a verdadeira pena (essa sim) do que não se fez, de quem não se amou, do que não se regou, do que não se alimentou...

Retomarmos esse "ter vontade" pode custar um pouco mas será sempre um meio para se atingir um fim... e esse sim...vale a pena com certeza...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Dificil foi escolher...

Hoje estive a pesquisar uma foto com que me identificasse e que entrasse no âmbito do nome deste blog e não foi nada fácil a escolha. Por fim lá encontrei algo que se enquadrava com o que pretendia.
Nunca imaginei que fosse uma escolha tão difícil... O mesmo aconteceu quando tive de escolher um nome para dar a cada um dos meus dois filhos. De entre toda a oferta, quando se tratou de dar um nome a um ser que crescia dentro de mim, foi difícil tomar uma decisão: rapaz ou rapariga, um só nome ou não, nem pequeno nem grande, diminutivos que podem advir, se encaixa com os nomes de família dos papás, etc, etc, etc... Cada livro que lia, cada nome com que me cruzasse servia para ficar a testar todas as combinações ...E afinal de contas, o importante era o que estava a acontecer dentro de mim... Difícil foi escolher o nome mas nada difícil é amá-los a cada segundo que passa...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Unidos numa só voz...

Hoje almocei num centro comercial no Porto e mais do que satisfeita pela refeição, a satisfação proveio de outro facto...
Alheia ao calendário desportivo, percebi que estava a decorrer o jogo Portugal - Coreia do Norte e a cada golo o shopping unia-se numa só voz, numa só exclamação.
Gostei de sentir a força dos Portugueses que quando motivados são esmagadores.
Talvez o país tenha parado durante quase duas horas tal o silêncio que pairava na rua e já devem ter sido feitos cálculos financeiros de "quanto custa" cada jogo (á semelhança com as pontes e os feriados) mas vale a pena viver com intensidade cada momento de prazer que nos é oferecido.
Mais uma vez: há vida em todo o lado... basta abrir-mo-nos ao mundo...Obrigada Portugal pelo que eu e milhares de Portugueses sentimos hoje á hora do almoço.

domingo, 20 de junho de 2010

Há vida em todo o lado...

Não era bem este o nome inicialmente o escolhido mas dentro das disponibilidades foi o que ficou...

Ingresso assim neste mundo de divulgação e partilha numa fase da minha vida em que tenho dificuldade em ver no meu dia-a-dia que há realmente um mundo por descobrir em cada virar de esquina, cada minuto que passa. Há muita coisa bela e inspiradora á nossa volta e os olhos não vêm e o coração não sente; tal a forma que a vida nos absorve. E o pior de tudo é que é a vida de outros que nos absorve. Estou a falar para aqueles que como eu trabalham por conta de outrem...