segunda-feira, 23 de maio de 2011

A única coisa que sei...

O ambiente por vezes é confuso
Os pais deveriam dar o exemplo e conseguir acalmar-vos sem castigos, sem gritar, sem dar uma palmada
Tudo fica ainda pior
Ontem não consegui
Sinto-me mal por me terem contagiado o nervosismo
Disse o que não queria, da forma como não queria
Da forma como nunca achei possível falar-se para um filho
Ter filhos não é para isto
Sinto-me má pessoa, má mãe
Triste comigo, muito triste comigo
O teu olhar de medo a ouvir-me encostada no sofá
Quanta agressividade nas minhas palavras
Quanta raiva no meu olhar
Dei-te um beijo na face já na cama
E o pior de tudo é que tu retribuíste
Dói, dói, dói, dói muito
Mas eu amo-vos
Isso eu sei
É a única coisa que sei.

VARICELA - TAKE 2

Domingo de manhã e á espreita vejo uma bolhinha nas tuas costas... Procuro mais e vejo mais duas na zona da clavícula... Surge então a ansiada varicela, fruto da exposição á da mana... Vamos tratar de ti, Peter Pan... O pior vai ser como dizer-te para não coçares... Com este calor, ainda vais dormir de luvas...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Varicela

Anteontem desconfiei de duas bolhinhas atrás da orelha...
Ontem já não  eram só duas: Já não sei ao certo quantas eram.
Está aí a tua primeira infecto-contagiosa : A Varicela.
Estás com medo das bolhinhas. Já te expliquei que não dói; apenas não podes coçar.
Apesar das bolhinhas continuas liiiiiiinda!!!!!!!!!

Sentimentos diferentes...

De há um tempo para cá, há uma partilha de sentimentos em relação a um menino da tua escola. Há muito tempo atrás vestia-se maravilhosamente bem; há poucos dias ficaste chateada com ele e não comeste o teu lanchinho; á noite na cama ás vezes falas-me dele; perguntaste-me se ele ia ao jardim zoológico; queres vestir-te de branca de neve no próximo carnaval para lhe mostrares a tua roupa; enfim...
O papá fica com as sobrancelhas levantadas cada vez que falas nele. És a princesa nunca te esqueças! Eu acho giro o teu crescimento. A tua forma mutante de encarar as coisas.

Dia da mãe 2011

Era o primeiro dia da mãe depois de estares na escola e talvez por isso tenha criado demasiadas expectativas.
O papá ofereceu-me um ramo de tulipas que eu amei: pela flor, pela surpresa e pela dedicação. Foi algo pensado e escolhido para mim e isso fez-me sentir bem.
Tu tinhas uma pulseira feita por ti na escolinha (não conseguiste guardar segredo!) que ficou em casa da avó Rosa. No embrulho  tinha um poema que tu já não te lembravas. Ao fim do dia, a minha ansiedade era grande de ver o presente, passámos a casa da avó Rosa e tu deste-mo. Recebi-o com muito carinho e desde então tenho-a usado todos os dias.
Achei que o dia iria ser um pouquinho mais especial mas afinal eu sou mãe todos os segundinhos da minha vida, não é?

Visita ao jardim zoológico da Maia - 3 Maio 2011

A princesa foi hoje pela primeira vez de camioneta com os amiguinhos da escola ao jardim zoológico da Maia. Já te tinhamos levado no dia do teu 3º aniversário mas hoje foi diferente. Mamá ficou um pouquinho tensa, com medo da viagem e com medo de que não quisesses ir. Tudo correu bem. Apenas ficaste um pouco enjoada no regresso á escola mas gostaste. Divertiste-te e é o que importa. Mais uma dia diferente decorrente de andares na escolinha.

A dois...

Como há muito tempo ansiado, retiramos um fim de semana só para nós os dois.
Longe de ruídos de crianças, longe de brinquedos e de uma casa desarrumada, longe de muita coisa mas perto de tudo. O tempo passou devagar, na calmaria da paisagem da estalagem são Félix. A Ana ficou com a avó Nanda e o Pedro com a avó Rosa. E nós passeamos, tivemos refeições calmas, andamos sem tempo contado, namoramos.
 Foi bom.
 Foi muito bom.
Deu para retemperar, deu para verificar que temos muito para dar um ao outro, deu para renovar o que sinto pelo meu marido.
Amo-o.
Quero viver para sempre com ele.
Queria que esse para sempre significasse mesmo para sempre. Também soube bem o regresso. É indissociável a criançada do casal que nós somos. Somos uma família. Podíamos ser mais vezes casal, é verdade mas fundamentalmente somos quatro.

Domingo de Ramos - 17 Abril 2011

Gosto de manter viva esta tradição de se oferecer o ramo à madrinha. Faz parte da cultura que os meus pais me deram e que eu tento transmitir-vos.
Este ano oferecemos a cada madrinha um vasinho de violetas e uma fotografia individual de cada um de vocês á madrinha correspondente. Á minha madrinha - a avó Amélia -  também ofereci um vasinho de violetas acompanhado de uma fotografia dos dois bisnetos.
São apenas gestos de carinho e de lembrança mas que sabem bem...