segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Má mãe, má esposa, má filha

Estou demasiado cansada para querer algo...
Ando com os olhos abertos a metade...
A cabeça parece que vai rebentar de tão cheia que está...
Tão cheia não sei de quê.. de vida vazia, demasiado preenchida, de assuntos infantis, de quê??? De cuidados infantis constantes? De não conseguir sentar-me 5 minutos ora porque cai a chucha, ora porque se desligou o filme, ora porque está a riscar o que não deve, ora porque se pegaram, ora porque está a fazer birra, ora porque cai a infusa da água, ora, ora ora, ora... Ao fim de algumas horas apetece dizer ora f...-se!!! Cheeeeeeegaaaaaa!!!!!!!
Obviamente depois de um tempo assim, está tudo á flor da minha pele menos sensualidade ou vontade de agradar... Torno-me agressiva...Quero é enroscar-me na minha concha e adormecer, na esperança de ter um sonho diferente da minha realidade de agora.
Quem se preocupa comigo sugere que faça algo que goste, que me liberte um pouquinho : e se eu já não sei do que gosto??? Não pode ser??? Não posso andar a vegetar até ordenar estas ideias??? Não gosto de me sentir assim mas não tenho força para nada diferente...
Acho que vai passar... Tem que passar... Preciso que passe...se não torna-se crónico... Já está a tornar-se crónico o que é muito difícil de aceitar...
Não estou a conseguir dar a volta ao texto mas tenho que conseguir. Queria ter um botão reset em que tudo parasse á minha volta e eu me organizasse sem fazer estragos, sem fazer sofrer ninguém...

Eu que era tão viva, tão mexida, tão alegre... Aliás ainda é essa a imagem que algumas pessoas têm de mim...As pessoas que não sabem o que é viver comigo num estado zombie, num estado de revolta, com os dentes cerrados, com o sobrolho carregado.

 Merda, merda, merda!!!!!
Amo-vos aos 3 que têm a infelicidade de viver comigo no dia-a-dia...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A propósito...

A propósito de eu nos últimos tempos estar sempre preocupada com o que pode vir a acontecer e viver sempre por antecipação. Sim, sofrer por antecipação está incluído. Vivo os acontecimentos antes de acontecerem, projecto-os e na hora H não sinto em proporção tal foi a ansiedade depositada.
Meu pai escreveu-me isto:

"De facto não mudas, mas olha é isso a tua única preocupação?? – e a VIDA? Não te diz nada? Olha que ela não pára, cuida de desfrutar dela…
Olha imagina que até me surgiu uma ideia (o que é raro)
Abrir uma loja de VENDA DE SAÚDE – excepto (saúde sexual)
Ó Natália, estou tão bem e tu a pensar sempre (no mesmo) ?
" profite de l avie au maximum car elle est três curte et nous sommes ici simplement de passage. Regarde tês enfants, vit le boneur avec eux a chaque jour et oublie le reste, liberte ton esprit et vie mais vie vraiement.
Beijinho."

Vou tentar...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Festinha do fim do ano lectivo

Chegou o dia.
Muito ansiado por mim.
Foi numa reunião da A.Pais que se conseguiu que a festa tivesse lugar ao fim do dia para que os pais pudessem participar e partilhar esse dia.
Eu gostava tanto de ir.
Sei que andaste a ensaiar uma dança.
Fiz um bolo em forma de balão.
Está tudo pronto.
Não tivesses tu vomitado de noite e não estivesses ainda a descansar.
Vamos ver como acordas...

Acordaste melhor - vi a luz
Começa a chover - vi a sombra
Mesmo assim saí a correr do trabalho e fui ter contigo
Chegámos á escola em cima da hora da tua actuação
Vestiste uma t-shirt que (pensas tu) foi pintada por ti e lá foste com os teus amiguinhos para o palco
Dançaram a música do rei leão por baixo da chuva.
Só fomos os três. O Pedro ficou com a avó Rosa por causa da chuva.
Adorei que estivessemos lá contigo a viver esse dia: o teu primeiro último dia de escola.

Memórias escolares

Sábado passado dedicamo-nos a começar o teu álbum de recordações do teu percurso escolar. É uma delícia agrupar todos os trabalhos possíveis que fizeste ao longo deste ano lectivo. Estamos a juntar-lhe fotografias. Está a ficar giro. Daqui por uns anos vais dar valor. Tu e nós.

Dois brilhantes

Na minha orelha esquerda tenho dois brilhantes... Na minha vida também...

DIA DA CRIANÇA

Hoje é o dia da criança e a escolinha organizou uma visita ao Jardim dos afectos próximo de Aveiro. Achei muita piada quando soube da organização do evento mas hoje que chegou o dia estou com o coração apertadinho... A viagem, o almoço com os teus amigos,ai, ai, ai, tantas novidades! E eu sem saber nada de ti!
Está um dia lindo embora que um pouco ventoso. O papá foi levar-te á escola e tu lá deste a mão á Bárbara e lá foste animada.
Só quero que tudo corra bem e que te divirtas muito!

60º ANIVERSÁRIO

60 anos...
Se bem te conheço, achas que já são 6 da tarde... Se estivéssemos no Inverno, estaria a escurecer mas não estamos no Inverno: é quase verão e nem ainda é o pôr-do-sol!!!!!
Olha pela janela e vê que dia bonito se preparou para ti hoje.
Gostarias de ter menos anos, eu sei. Mas se assim fosse, não terias um filha adulta (com saúde e a trabalhar) nem terias netos para usufruir.
Se calhar pensas que com a idade se perdem  muitas coisas. Eu acho que se ganham muito mais do que as que se perdem e acho que deves fazer um saldo positivo de ganhos versus as perdas.
É tempo de cuidares de ti, de parares de vez em quando para aceitares de braços abertos as pequenas grandes alegrias que a tua vida tem. É mais fácil ser-se infeliz do que conseguir tirar partido de coisas simples como estares com saúde, teres quem tu amas ao teu lado, não te ter acontecido nenhuma catástrofe da natureza que te deixasse sozinho e só com a roupa do corpo.
Nós somos finitos. Não gosto de pensar nisto. Mas não há volta a dar: somos mesmo finitos... Se nos lembrássemos disto pelo menos uma vez por semana ou quando estamos muito irritados, ou quando achamos que algo não pode ficar para amanhã e arriscamos tudo e corremos atrás de tudo que na verdade não é nada , a nossa postura perante a vida seria certamente diferente em muitos desses momentos.
Aproveitemos a nossa presença da melhor forma enquanto estamos cá todos.
Tenta ser feliz.
Amo-te.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A única coisa que sei...

O ambiente por vezes é confuso
Os pais deveriam dar o exemplo e conseguir acalmar-vos sem castigos, sem gritar, sem dar uma palmada
Tudo fica ainda pior
Ontem não consegui
Sinto-me mal por me terem contagiado o nervosismo
Disse o que não queria, da forma como não queria
Da forma como nunca achei possível falar-se para um filho
Ter filhos não é para isto
Sinto-me má pessoa, má mãe
Triste comigo, muito triste comigo
O teu olhar de medo a ouvir-me encostada no sofá
Quanta agressividade nas minhas palavras
Quanta raiva no meu olhar
Dei-te um beijo na face já na cama
E o pior de tudo é que tu retribuíste
Dói, dói, dói, dói muito
Mas eu amo-vos
Isso eu sei
É a única coisa que sei.

VARICELA - TAKE 2

Domingo de manhã e á espreita vejo uma bolhinha nas tuas costas... Procuro mais e vejo mais duas na zona da clavícula... Surge então a ansiada varicela, fruto da exposição á da mana... Vamos tratar de ti, Peter Pan... O pior vai ser como dizer-te para não coçares... Com este calor, ainda vais dormir de luvas...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Varicela

Anteontem desconfiei de duas bolhinhas atrás da orelha...
Ontem já não  eram só duas: Já não sei ao certo quantas eram.
Está aí a tua primeira infecto-contagiosa : A Varicela.
Estás com medo das bolhinhas. Já te expliquei que não dói; apenas não podes coçar.
Apesar das bolhinhas continuas liiiiiiinda!!!!!!!!!

Sentimentos diferentes...

De há um tempo para cá, há uma partilha de sentimentos em relação a um menino da tua escola. Há muito tempo atrás vestia-se maravilhosamente bem; há poucos dias ficaste chateada com ele e não comeste o teu lanchinho; á noite na cama ás vezes falas-me dele; perguntaste-me se ele ia ao jardim zoológico; queres vestir-te de branca de neve no próximo carnaval para lhe mostrares a tua roupa; enfim...
O papá fica com as sobrancelhas levantadas cada vez que falas nele. És a princesa nunca te esqueças! Eu acho giro o teu crescimento. A tua forma mutante de encarar as coisas.

Dia da mãe 2011

Era o primeiro dia da mãe depois de estares na escola e talvez por isso tenha criado demasiadas expectativas.
O papá ofereceu-me um ramo de tulipas que eu amei: pela flor, pela surpresa e pela dedicação. Foi algo pensado e escolhido para mim e isso fez-me sentir bem.
Tu tinhas uma pulseira feita por ti na escolinha (não conseguiste guardar segredo!) que ficou em casa da avó Rosa. No embrulho  tinha um poema que tu já não te lembravas. Ao fim do dia, a minha ansiedade era grande de ver o presente, passámos a casa da avó Rosa e tu deste-mo. Recebi-o com muito carinho e desde então tenho-a usado todos os dias.
Achei que o dia iria ser um pouquinho mais especial mas afinal eu sou mãe todos os segundinhos da minha vida, não é?

Visita ao jardim zoológico da Maia - 3 Maio 2011

A princesa foi hoje pela primeira vez de camioneta com os amiguinhos da escola ao jardim zoológico da Maia. Já te tinhamos levado no dia do teu 3º aniversário mas hoje foi diferente. Mamá ficou um pouquinho tensa, com medo da viagem e com medo de que não quisesses ir. Tudo correu bem. Apenas ficaste um pouco enjoada no regresso á escola mas gostaste. Divertiste-te e é o que importa. Mais uma dia diferente decorrente de andares na escolinha.

A dois...

Como há muito tempo ansiado, retiramos um fim de semana só para nós os dois.
Longe de ruídos de crianças, longe de brinquedos e de uma casa desarrumada, longe de muita coisa mas perto de tudo. O tempo passou devagar, na calmaria da paisagem da estalagem são Félix. A Ana ficou com a avó Nanda e o Pedro com a avó Rosa. E nós passeamos, tivemos refeições calmas, andamos sem tempo contado, namoramos.
 Foi bom.
 Foi muito bom.
Deu para retemperar, deu para verificar que temos muito para dar um ao outro, deu para renovar o que sinto pelo meu marido.
Amo-o.
Quero viver para sempre com ele.
Queria que esse para sempre significasse mesmo para sempre. Também soube bem o regresso. É indissociável a criançada do casal que nós somos. Somos uma família. Podíamos ser mais vezes casal, é verdade mas fundamentalmente somos quatro.

Domingo de Ramos - 17 Abril 2011

Gosto de manter viva esta tradição de se oferecer o ramo à madrinha. Faz parte da cultura que os meus pais me deram e que eu tento transmitir-vos.
Este ano oferecemos a cada madrinha um vasinho de violetas e uma fotografia individual de cada um de vocês á madrinha correspondente. Á minha madrinha - a avó Amélia -  também ofereci um vasinho de violetas acompanhado de uma fotografia dos dois bisnetos.
São apenas gestos de carinho e de lembrança mas que sabem bem...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Piresa

O dia começa com uma sms da Nadéje:" Natália, o meu pai partiu em paz durante a noite..."
Assim partiu o Piresa depois de alguns meses de luta contra uma doença que acabou por vencê-lo esta madrugada.
A manhã avança e a minha cabeça está a desfolhar as páginas de memórias como se se tratasse de um livro.
As minhas vivências com ele fazem parte da história da minha infância.

 Foi com ele que andei a primeira vez de metro, foi com com ele que fui muitas vezes ao mercado, era com ele que passeava quando o meu pai trabalhava. Recordo-me de nos juntarmos ao sábado á noite em casa dele ou dos meus pais com um doce confeccionado ora pela minha mãe, ora pela Ana Maria e a habitual garrafinha de champagne.
Para me arreliar, cismava em dar socos ao meu bebé careca que de tantos levar, ficou com os olhos empenados...
As botas de rock... Os anos que eu passei a acreditar que existiam umas botas de rock. Quando descobri que não existiam, a desilusão assemelhou-se a quando descobri que não existia o Pai Natal...
O peixe com pernas... A meio da noite, acordar uma casa inteira ás gargalhadas contagiantes só por olhar para um azulejo da cozinha e ver um peixe com pernas... Em Mira, numas férias, a Nadéje pequenina, algures em 1988/ 1989.
A musica: 
-" Ó seu grande badalhoco, quem fez aquele rilhoto que está ali na minha escada?
- Não fui eu foi o vizinho, eu apenas dei um peidinho mas cagar não caguei nada!"
E dele também que vem a expressão: estraga-fatos, aplicada aos homens baixinhos...

Lembro do meu pai brinar com ele e chamar-lhe algo que se pronuncia: "joichain".

Muito mais terão os meus pais a recordar, afinal eu era apenas uma criança.
Serás sempre recordado com este espírito de brincalhão, companheiro.
Agora: descansa em paz...Piresa...Até sempre...

quinta-feira, 24 de março de 2011

Dia do pai 2011

Nem deixaste o papá acordar direito e já tinhas ido ao teu quarto buscar a prenda do Dia do Pai que tinhas feito na escolinha. Uma pala para o sol devidamente camuflada, pintada de cor de rosa e no centro, as tuas mãos pintadas de amarelo. No embrulho tinha um, postal com um poema que desde a véspera o recitavas:
Para o meu pai fiz esta prenda
Que lhe mostra a minha mão;
Bom amigo e companheiro
É dele o meu coração
Quanta verdade há nestas palavras...
Saímos, como de costume, a correr para ires ao ballet. Eu e o pai fomos espreitar pelo vidro da porta e vimos-te tão graciosa a aprender a fazer a bola de sabão. Depois da aula, lá estava eu e o Pedro á espera. Fomos como todos os anos vem sendo costume á Lupi tirar uma foto para oferecer ao papá. Correu tudo lindamente. Guardaste segredo.
Saíste com o teu papá para comprar peixes para o aquário e pedi ao pai que trouxesse flores. Fiz um bolo alusivo ao dia do pai porque estava previsto juntarem-se em nossa casa os teu dois avós para festejarmos o dia do pai em conjunto. Foi um serão agradável e tu experienciaste uma noite diferente: uma noite de festa para o nosso papá.

Carnaval 2011

Vestidas a rigor: tu de barbie princesa e eu de gueixa, lá fomos com o papá (fotógrafo de serviço) e a vó Nanda ao desfile de carnaval organizado pela escolinha percorrer as ruelas de Aguiar. Passámos á porta da avó Rosa onde paraste para fazer um xixi. No largo do Taré, atiraram rebuçados e chupas. Depois chegados á escola, lanchamos e brincamos no recreio.

Foi assim que vivemos o carnaval este ano. O Pedro tinha um fato de tigre preparado para entrar na festa não fosse estar a dormir a sesta.
Divertiste-te. Só por isso, para mim valeu a pena.
5 de Março de 2010

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Desafios...

Inscrevi-te no ballet e na natação sem saber como irias reagir a estes desafios. Queria testar-te, dinamizar-te, oferecer-te alternativas á televisão...

Sábado 12 de Fevereiro lá fomos á aula experimental de ballet. Dormias que nem um anjo e eu tive de te acordar. Aproximava-se a hora...Choraste em casa que não querias ir. Parecendo que te ignorava, vesti-te e lá fomos as duas. Eu com o coração mais apertado que nem sei o quê e tu nada convencida. Chegamos lá e ao ver a professora fiquei convencida de que irias gostar. A recepcionista veio perguntar-me se queria espreitar mas eu preferi não o fazer. Queria entregar-te para ver o teu comportamento. E tu, mais uma vez á altura, saíste de lá com um ar satisfeito e lá ficou a inscrição feita...
Na 2ª feira 14 de Fevereiro chega a vez de outra experiência: a natação.Chegamos á hora combinada, vesti-te á pressa e lá fomos em direcção á piscina. eu pensava que podia ir contigo até ao pé da professora, mas não. Tiveste que ser tu a soltar-te e ir. Estavas com um ar satisfeito e eu em stress: não acreditava que a minha pequenina, nascida "no dia anterior", já estivesse sem mim numa piscina a acatar as instruções que lhe eram dadas. Saíste 3 vezes da piscina para ir fazer xixi. A primeira vez que te vi sair, trémula do frio e acompanhada por um nadador salvador, saí a correr a ver se te conseguia chegar mas foi em vão. Entretanto lá vinhas tu, com o ar mais descontraído do mundo de volta para a aula. O papá dizia que era  normal o frio que se sente. A aula terminou e tua adoraste. Mais uma vez: missão cumprida!

Daí para cá, todos os dias perguntas: amanhã vou para o ballet? Vou para a natação? Vou para a escola normal?

Sem alternativa...

Entraste sorrateiro cozinha adentro
Olhaste-me com um ar de safado
Abriste a gaveta onde guardo os panos da cozinha
A olhar para mim foste tirando um a um
Eu, a ver-te da varanda
Proferi um Nããããooo!
Ameacei-te com tau-tau
E tu olhaste-me de novo
Vieste na minha direção
Com os lábios apertados e dar beijinhos
E eu abri a porta, baixei-me e recebi o teu beijo
E fiquei sem alternativa... senão sorrir

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Já passaram 4 anos...

Já passaram 4 anos do dia que tu nasceste...
Já passaram 4 anos em que me tornaste mãe pela primeira vez...
Já passaram 4 anos em tornaste o teu pai, pai pela primeira vez... que te acarinhou e assumiu um amor de quem te carregou no ventre os 9 meses...
Estás uma mulherzinha...
Andas na pré-escola, és mandona, assumes o controlo das tuas bonecas e das nossas vidas...
Fizemos-te uma festinha em casa com alguns amiguinhos e tu vibraste, viveste, correste, pinchaste... 
A tua expressão dizia-nos que estavas feliz... Nós ficamos felizes e sentimo-nos realizados porque programamos essa festinha para isso mesmo e tu viveste-a...

domingo, 2 de janeiro de 2011

2010 em revista

Se há coisa que faço no fim de cada ano são os balanços do ano que termina. Não querendo avaliar se o ano foi positivo ou não mas apenas com o intuito de recordar...
Este ano começa comigo em licença de maternidade. A festa de anos da Ana foi limitada á presença dos avós por causa do Pedro ter ainda nem 2 meses e por causa do fantasma da gripe A. O bolo de aniversário foi da branca de neve e destaco-o porque foi realmente um deslumbre o olhar da Ana e o que ela brincou com ele.
Em Fevereiro fui inscrever a Ana no jardim de infância. Depois de ter visitado alguns e de ter pesado os prós e os contras do que nos ofereciam, decidimos que ela iria para o jardim de infância de Aguiar. Quando saí da escola preparatória com os papeis comprovativos na mão senti um vazio tão grande e regressei a casa com os braços ao longo do corpo...
Em Março chega o fim da licença de maternidade.O regresso ao trabalho não foi tão custoso quanto o da Ana pois eu estava mesmo a precisar de sair de casa. Foram 4 meses fechados em casa. Já fazia falta fazer mais qualquer coisinha que não fosse relacionado com fraldas, biberões, noites e dias naquilo...
Em Junho, uma semaninha de férias de paria no Algarve com os miúdos, acompanhados pela avó Nanda que se disponibilizou para ajudar nestas primeiras férias com 2 crianças tão pequenas e dependentes.
No primeiro dia de Julho faço o meu 2º furo na orelha: queria-o há tanto tempo e foi agora que o fiz...
Em Agosto 2 semaninhas de férias em Altura desta feita com os avós (Pinto,Rosa e Nanda) mais uma vez com o intuito de nos libertarmos um pouquinho mas não nos libertámos o que seria de esperar...
Setembro  foi a entrada da Ana para o jardim de infância e essa semana culmina com o baptizado do Pedro. Tirei essa semana de férias e tudo foi tratado como queríamos. Levei pela primeira vez a Ana ao cabeleireiro. No fim do mês torno-me revendedora da Avon e da Oriflame com um objectivo que não está a ser conseguido mas enfim...
Entramos para a associação de pais que foi-nos retirando mais tempo com eles mas achamos importante estamos sempre por dentro do que se vai passando por lá.
Fui tendo surpresas boas com a Ana na escolinha: musicas novas, diferenças de comportamento, trabalhinhos, magusto, festinhas, etc...
Em Novembro o meu Pedro comemora 1 aninho e fizemos uma festinha com algumas crianças e com os avós. O bolo foi a cara do Panda.
De Março a Julho andei com uma medicação que me deixava eufórica e aos poucos fui sossegando até que entramos no outono e volta o meu estado semelhante ao cair da folha...
Destaco o estado de saúde do Piresa com quem tenho falado regularmente ao telefone. Despejo-lhe boa disposição, incuto-lhe força mas fico vazia... imagino que não tenha muito tempo...
Destaco dois fins de semana que saí só com o meu marido. O primeiro custou um pouquinho. Tive que saír de casa sem olhar para trás e fiz a viagem com a lágrima no olho. O segundo foi bem vivido, com tranquilidade e a saborear o silêncio que há muito tempo não temos.
Destaco o desenvolvimento do meu filho Pedro que o ano passado era um menino de berço e um ano depois já anda e já está um homenzinho.
Projectos para 2011 tenho mas que passam por orientar-me, orientar a minha vida e intensificar e exteriorizar sentimentos. Há já algum tempo que perante determinado acontecimento não sinto nada. Muito antes,  vibro; pouco antes aborrece-me ao ponto de não querer ir e no momento estou aborrecida e ansiosa que acabe. Quando acabou fica o desalento de não ter vivido. Vá-se lá perceber isto...
Quero dedicar mais tempo á vida a dois, quero ser feliz com os meus filhos, quero dedicar-me mais á minha família, quero tirar peso de cima de mim, quero regar as minhas amizades, quero fazer coisas que deixem os outros felizes, tenho que aprender a dizer chega a determinadas imposições se elas realmente me chateiam, quero ser paciente com os outros, quero aceitar as diferenças, quero ser uma melhor pessoa, quero ser feliz com o que tenho que é muito e que ás vezes não consigo enxergar. Querer é poder...