No rescaldo da minha segunda licença de maternidade, há sem duvida uma necessidade de metamorfose...
Desde 2006 que o meu corpo se foi transformando, pela mão da natureza, para gerar da melhor forma possível os meus dois filhos. E conseguiu. Conseguiu: célula após célula, divisão após divisão, diferenciação após diferenciação gerar dois seres humanos perfeitos...
Mesmo não passando por esta experiência, qualquer comum mortal entende que durante uma gestação, o corpo da mulher se doa ás necessidades deste novo ser.
A vida depois é diferente. Não imaginamos a nossa vida sem eles... A rebentar de cansaço mas não imaginamos a nossa vida sem eles; A rebentar de orgulho , a querer dez minutos de silêncio, sem calcar brinquedos e apanhar chupetas do chão mas não imaginamos a nossa vida sem eles...
E a mulher anterior: o que é feito dela? E o marido: o que é feito dele? Não estou a falar da mãe e do pai: esses estão lá sempre atentos mas ... e o casal de namorados onde foi? E a ruguinha que se instalou e o cabelo branco a aparecer? E olhar um para o outro e conseguir recuar 15 anos? Está tão perto no tempo... mas parece tão acessivelmente longe...
Precisam ambos de dar as mãos e continuar a percorrer o caminho que foram desenhando e voltar a reencontrarem-se agora muito mais completos.
Vamos voar...
De mãos dadas...
Para o cume da nossa montanha...

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