sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A minha mãe

Nasce a 24 de Outubro de 1955 no seio de uma família humilde. De pele clara e de olhos de cor indefinida:  nem castanhos, nem verdes. Covinhas na cara quando sorri. Uma força da natureza.

Devido a problemas de saúde de sua mãe, torna-se uma dona de casa em miniatura : tratava da casa, do pai e da irmã como uma adulta. Escolaridade até á 6ª classe, altura em que se dedica a aprender costura.
Conhece o meu pai num passeio de dois dias a Fátima...
Após um namoro á distância, quase só por carta, o casa-se a 1 de Setembro de 1973,  ainda sem ter completado 18 anos de idade.

Com o casamento, acontece a saída do ninho para França sem conhecer uma palavra de francês, para um mundo desconhecido. Desenrascou-se mais uma vez e sem dar moleza, mostrando a sua força de carácter.

Em 1975 torna-se mãe e faz trabalhos domésticos em casa de algumas pessoas. Em 1983 regressa á terra Natal e mantém-se á frente de um negócio próprio até 2001, altura em que vem para casa. Sem pedir ajuda para nada diz muitas vezes:  nunca peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu.
Aguenta firme todas as tempestades que a sua vida tem enfrentado.
Muito frontal e muito pragmática. Para ela não vale a pena chorar sobre leite derramado. É uma mulher que se é para fazer, arregaça as mangas e já devia estar. Faz parte de si alguma timidez ao primeiro contacto. Possui um sexto sentido apurado para certas pessoas e situações. É defensiva. Tem uma forma muito própria de lidar com as situações. Tem um coração enorme que se desmancha todo se devidamente tocado.
A minha mãe é como uma guitarra: não é qualquer que a agarra e faz vibrar...

É assim a minha mãe...


1 comentário: