Era uma sexta feira e o dia amanheceu. Tinha consulta marcada no obstetra para ver o estado do Pedro e para ele dar uma "ajudinha". O Pedro não estava em muito boas condições há uns dias: placenta envelhecida, pouco liquido amniótico...
Saímos de casa em direcção à avó Nanda para deixar a Ana. Fizemos a consulta e no final o Dr Couceiro diz-me: "dentro de 24 horas deve sair cá para fora".
Fomos comprar um bolo-rei e almoçámos coelho assado em nossa casa. Eu estava bem mas pelo sim pelo não pedi á minha mãe que viesse passar a tarde comigo a minha casa. Esteve tudo bem até á hora do lanche e fui á casa de banho. Aí de repente começo a ter contracções de 4 em 4 minutos! Assim! Sem deixar duvidas! Eu respirava e a minha mãe olhava para mim com os olhos arregalados como quem diz: ela só pode estar enganada! Tão rápido!
Nesse momento a avó Nanda que estava a cuidar da Ana, telefonou e perguntou: então como estão as coisas por aí, Dª Rosa? Ao que a minha mãe respondeu: estamos a ir para o Hospital! Eu já tinha ligado ao papá a dizer que não estava bem mas não referi que era de 4 em 4 minutos.
Eu sabia que ao primeiro toque meu... ele viria a correr...
Fomos em hora de ponta para o Hospital de S. João e quando chegamos lá eu já estava mais encolhida. Fui observada pelo médico que disse: 8 dedos de dilataçãããão! Vai já entrar! Foram chamar o papá que ficou ali do meu lado. Entre epidurais, toque e retoques o papá preferiu sair da sala.
Uááááááááááá´!!!
O Pedro nasceu com as mãos na cara mas correu tudo bem. O papá entrou e depois de um problemazito de respiração do pequenito resolvido agarrou-se ao peito e mamou ainda mais uns mililitros de suplemento.
A avó Rosa estava lá e o avô Pinto desta vez portou-se á altura; a avó Nanda não esteve lá porque estava cuidar da minha princesa. Eu nem podia ouvir o nome dela que me desmanchava logo.
Foi toda a gente embora e nós fomos para uma enfermaria no 8º piso onde havia mais mães e bebés.
A noite correu bem apenas o mamar de 3 em 3 horas cronometradas pelo pequenito e a muda da fralda a cada vez. Chorara parecia uma gato cada vez que o mudava e acordava os outros. Adormeci exausta e pensava no Pedro mas muito na Ana. Estava preocupada com ela.
A 27 de Novembro de 2009 ás 22:02 renovo os votos de mãe.
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