quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O que Deus uniu, não o separe o Homem ...

Na véspera estivemos naquela que viria ser a nossa casa, o nosso lar. Deixámos lá as alianças que usámos durante o namoro e fechámos a porta. Sabíamos que a próxima vez que lá entrássemos seria como marido e mulher...

Do jantar em casa dos meus pais, pouco me lembro. Só sei que a comida tinha dificuldade em passar na garganta e que não queria olhar para o rosto dos meus pais nem para a minha cadelinha (de seu nome Boneca oferecida pelos meus pais quando eu tinha 15 anos). Para "salvar" as emoções, toca o telefone e era a Dª Cândida, a florista, para ir lá buscar as flores para o dia seguinte. Lá fui e o Ricardo veio ter comigo. Dei-lhe a tulipa branca que ele iria colocar na lapela do casaco. Fomos ainda ultimar uns assuntos com o coro da capela de Aguiar que nos iria acompanhar com cânticos já previamente definidos. Quando cheguei a casa, só quiz dormir o que aconteceu rápido.

Chega o dia D...
O dia do culminar de todos os sentimentos...

O dia amanheceu muito chuvoso. Levantei.me cedo para ir ao cabeleireiro. Cheguei a casa  e num ápice vesti-me com a ajuda da minha mãe. Chega o fotógrafo com o padrinho, o grande amigo Carlos e depois de umas fotos e filmagem, lá saí de casa  de braço dado com os meus pais ...

 para não voltar a viver naquela casa...

Nem olhei para o lado... nem para trás...
Ás 11 horas cheguei ao Mosteiro de Leça do  Balio e ainda vi o Ricardo a descer os degraus, a entrar de braço dado com a mãe. Eu entrei pelo braço do meu pai. Parei quando vi o meu sogro e dei-lhe um beijo e fiz o mesmo com a minha sogra. Ao som da marcha nupcial, cheguei ao seu lado esquerdo. A cerimónia decorreu na presença de familiares e amigos de ambas as partes.
O copo de água foi no Celeiro dos Cónegos onde fomos recebidos e servidos pelo chefe Paiva. Correu tudo bem, como planeado.
Á noite fomos para nossa casa no carro dos padrinhos.

Foi tudo muito especial, mágico, intenso. O sentimento era de plenitude, paz, felicidade por tudo ter corrido como queríamos.

Ainda hoje recordo a frescura da manhã seguinte. Essa frescura especial, sinto-a todos os anos mal começa Setembro.

E foi assim o dia que começámos a nossa vida em comum.
Á data que escrevo já deu dois frutos maravilhosos: A Ana de 3 anos e 8 meses e o Pedro de 9 meses.

Oito anos depois digo que voltaria a repetir tudo sem alterar absolutamente nada...

Oito anos depois, amo muito o meu marido e renovo os votos: " na alegria e na tristeza; na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida..."

1 comentário:

  1. Esbocei um sorriso ao começar a ler... Contaste-me a vossa história da mesma forma... "deixamos as nossas alianças em nossa casa...!" 8 anos de vida em comum, de cumplicidade, amizade, respeito e entrega...
    Parabéns e felicidades a vossssssssssssssss :D

    ResponderEliminar